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domingo, 23 de janeiro de 2011





AUTO DE NATAL

“NATAL COM MARIA”



TEXTO MONTADO PELA PRIMEIRA VEZ EM MACAÍBA/RN - 
21 A 22/12/2010 
PREFEITURA MUNICIPAL DE MACAÍBA
SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA


PERSONAGENS;

ANJO GABRIEL


MENINA I
MENINA II
MENINO

 
MATEUS
BIRICO


CIGANA I
CIGANA II
CIGANA III


REI I
REI II
REI III


MARIA
JOSÉ


MENINO JESUS


CAPETA 


CORPO DE BAILE



O ELENCO: CIA. INTERART
CORPO DE BAILE: BRINCANTES DA QUADRILHA SERTÃO JUNINO E GRUPO DE DANÇA SWINGUETO






FICHA TÉCNICA
DIREÇÃO COREOGRÁFICA: IONILO
DIREÇÃO DE CENA: INTERART
CONCEPÇÃO MUSICAL: ÁDAMO
CONCEPÇÃO DE LUZ:KLARK
DIREÇÃO GERAL: CHARLES
AUXILIAR DE DIREÇÃO: JUSCIO MARCELINO E LUCIVALDO FEITOSA
FIGURINO: JOÃO MARCELINO 
TEXTO: JUSCIO MARCELINO


TEXTO

        Em uma fria noite, iluminadas pelas estrelas e pirilampos, onde todos nessa abençoada cidade de Deus, dormiam o sono dos justos, um grupo de crianças pediam a Virgem Maria, mãe do nosso Salvador Jesus Cristo o maior presente naquele natal:

MENINO:Senhor Deus, Pai todo poderoso, nos dê um minuto da vossa atenção e nos permita esse pequeno e humilde pedido que vamos lhe fazer: 

                 - No alto, aparece o Anjo Gabriel com um pergaminho de anotações.
MENINA I: Senhor Pai, o que mais queremos nessa noite fria e tristonha, é que amanhã quando o dia amanhecer, eu e meus irmãos que aqui estão ajoelhados comigo, quando sairmos para vender o que os nossos pais plantaram; a gente consiga vender tudo para que possamos ter a nossa ceia de natal.

MENINa II: Os nossos pais sofrem senhor. Nunca puderam nos dar um presente, uma seia sequer.

MENINA I: Nao somos gananciosos e nem qeremos o que não temos direito, mas sabes muito bem meu Deus que o pão na mesa é um direito de todo ser vivente.

MENINA II: Quando chega na hora da refeição e em muitas das vezes nao se tem nada para comer, o Senhor precisa ver a tristeza de nossos pais. Nos conformamos com qualquer coisa, mas eles querem dar o melhor pra nós.

MENINA I: E é pensando neles que estamos aqui, nessa noite fria a te pedir.
MENINO: Sabemos senhor que existem crianças com mais necessidade que nós, mas se for de vossa misericórdia;

TODOS: Tenha piedade de nós!

                - As crianças estão sobre dois tablados que se separam e do meio aparece: Birico e Mateus ( música de brincante de boi).

BIRICO:Eita Mateuzinho, parece que o povo do mundo inteiro veio todinho só pra escutar a história que aqui vamos contar!

MATEUS: Pois não é mesmo Birico! Tanta gente que até parece uma festança.

BIRICO: Tá faltando alguma coisa, Mateuzinho. O que será?

MATEUS: O bolo pra se cantar parabêns e encher a nossa pansa.

BIRICO: Só fala em comida Mateuzinho! O que está faltando para iniciar a nossa prosa é a nossa apresentação, homem de Deus!

MATEUS: Então se apresenta primeiro Birico besta, que tu é amostrado mesmo.

BIRICO: Sou o Capitão Birico de muitas andanças, corro pelo mundo afora a contar causos de trancoso e de advinhação, mas nessa noite abençoada estou aqui junto com o meu amigo Mateuzinho para narrar uma grande louvação. Aproveito agora antes de iniciar essa proziação, dando boa noite para as senhoras e para os senhores, para as moças e os rapazes meninos e meninas e para toda essa população!
MATEUS: Boa noite para as crianças, os idosos e para as senhoritas também e um grande beijo para aquela garota que tanto quero bem!

BIRICO: Mateuzinho, Tu ainda não tirou a catinga do mijo pra tá dando boa noite para as senhoritas desse lugar! Tome tento seu cabra!

MATEUS: Sou Mateus, mas conhecido por Mateuzinho, um brincante de coração, e venho aqui nessa noite linda junto ao Capitão Birico essa história acompanhar, eu e esse meu amigo de andança, de histórias vividas em todo o que é lugar.

BIRICO: Sou Birico e comigo não tem brincadeira não, conto tim tim por tim tim, do que aconteceu na história do salvador, como também em histórias do sertãoe estamos aqui para abrilhantar o natal dessa cidade maravilhosa que tem nome de palmeira e está bem plantada nesse torrão.

MATEUS: A história que hoje iremos contar é de devoção, são dessas crianças que acabaram de se apresentar, e é uma história que trata de fé,          amor e doação.

BIRICO: É uma história tão sofrida que toda vez que começo a contar, os meus olhos começam a molhar.
MATEUS: Pois enchuga aqui seu Birico besta!

BIRICO: O dia tá pra amanhecer, o galo logo irá cantar... Num falei! Eita bichinho cantador! 

MATEUS: Oh Birico besta. Toda vez eu canto e ele sempre pensa que é o galo.

BIRICO: As crianças logo aqui estarão para a mercadoria negociar.

MENINA I: Não aguento mais de tanto andar oferecendo. Pra mim já chega. É hora da gente pra casa voltar.

MENINO: Ninguém quis nada! Ninguém nada comprou!

MENINA II: O que está acontecendo? Será que ninguém gostou?

MENINA I: Nós só acreditamos nas coisas de Deus, mas até parece coisa daquele que nada faz prosperar. 

MENINO: Somos tão devotos de Deus, minhas irmãs, mas parece que ele não quer nos ajudar.

MENINA II: Deus sabe o que faz meu irmão e quem sabe que é a nossa fé que ele está tentando testar.

MENINA I: Pois se for um teste meus irmãos, Deus pai todo poderoso pode descansar porque o que os nossos pais nos ensinaram nada e ninguém vai nos tirar.
                    - Entram três ciganas.

CIGANA II: Somos as ciganas do Gondelo, daqui ou de qualquer lugar! Só falamos as verdades que estão escritas, nada é inventado, nada é mentira e tudo o que falamos acontecerá! Cada fio de nosso bordado é uma vida que estamos a fiar, traçando o que o senhor do tempo nos fala para todos, através de nós escutar.

CIGANA II: Não temos medo de nada, de mandingas ou maldição, pois                    somos nós que bordamos o que está escrito e não será apagado                  pela correção. Nada e ninguém o nosso bordado mudará e ponto a ponto a sua vida está sendo bordada, com pontos bem fortes, que nunca se soltará.

CIGANA III: O que for bordado é o que será, e não tem quem desfaça o que essas três ciganas falar.

CIGANA I:  E a vida dessas ciranças, traçada já está! Nada será vendido, tudo irá se estragar!

CIGANA II: Ninguém comprará o que oferecido está. Estragará! Apodrecerá! Da terra veio e para a terra retornará!

CIGANA III: Isso não é adivinhação! É o que no livro do senhor do tempo escrito está e nós aqui borbamos tudo o que acontecerá.

AS CIGANAS: Tudo estragará e fora vocês irão jogar e será a terra que irá devorar! Mais uma vez no natal, uma ceia vocês não terão! Tristes e desolados na noite  do nascimento do salvador todos voces chorarão, por não ter ceia e nem presente, todos chorando dormirão! Tudo estragará!
(saem).

MENINA I: E agora irmão? O que iremos fazer para a mercadoria salvar?

MENINA II: O nosso pão e nossa ceia dependem de nós.

MENINA I: Pedimos a Deus para nos ajudar e ele ainda não nos atendeu.

MENINO: Ele deve está muito ocupado com os afazeres do céu, com coisas            mais importantes, como salvar as pessoas das enchentes, dos                      terremotos e das grandes catástrofes.

MENINA II: Mais tristes ficarão os nossos pais.

MENINA I: Mas não iremos ficar tristes porque temos a nossa fé e sei se for para ter comida em nossa casa, deus irá nos ajudar. 

MENINO: Assim como os reis magos que sairão a procurar  pelo menino Jesus, vamos andar e também procurar alguém que        queira a nossa mercadoria comprar.

MENINA II: Isso mesmo meu irmão, nós não vamos desistir. E vamos andando.

MATEUS: Birico do céu, quem realmente são esses reis magos que eles falaram? Eram reis que passavam fome e por isso ficaram magros, era? Ou era...

BIRICO: Tome tento menino! Eles eram três reis que estavam a procurar onde o menino Jesus estava a ser adorado e que foram guiados por uma linda estrela até a manjedoura do rei dos reis.

MATEUS: Ah, então eles são aqueles dos três presentes?

BIRICO: Isso mesmo Mateuzinho.

MATEUS: Então são esses três que estão vindo aí, Birico?
BIRICO: Pois não é que são mesmo, Mateuzinho! E que belezura! 

MATEUS: E Birico, eles estão vindo em nossa direção! Será que eles pensam que sou o menino Jesus, Birico do céu!

BIRICO: Bata nessa sua boca e não fique falando aresia, Mateuzinho! Quem já se viu se comparar com Jesus.

MATEUS: E o que é que tem Birico? Nós tambem não somos filhos de Deus!

BIRICO: Cale essa boca de matraca Mateuzinho que os reis estão chegando!
  
REI I: Senhores, por favor, nos dêem uma informação.

MATEUS: Quem sabe dar informação é o Birico. Responde aí Birico o que o rei tá querendo saber. Tu não é o sabichão!

REI II: Só queremos saber onde está sendo adorado o rei dos reis?

REI III: Aquele que nasceu para nos salvar.

MATEUS: Viche Birico! E já nasceu?

BIRICO: Vocês me desculpem suas majestades, mas o menino Jesus ainda           não nasceu.

REI I: Nos perdemos da estrela e estamos por estas terras a vagar.
MATEUS: Viche Birico, coitados. Vocês vão ter que andar um bocado ainda até o inocente nascer.

REI II: E agora, o que iremos fazer? Será que voces podem nos ajudar?
MATEUS: Esse negócio de ajuda é com o Birico. Ajuda aí Birico ao rei.

REI III: E que queremos é que vocês nos indique que caminho teremos que seguir?

MATEUS: Esse negócio de caminho quem sabe é o Birico. Diz aí Birico para o rei.

BIRICO: O senhor tá vendo aquela palmeira? Então, depois dela vire a direita e pode ir em frente.

REI I:Muito obrigado senhores. Quantos devemos pela informação?

MATEUS: Receber dinheiro é comigo.

BIRICO: Nada não. Pra o Jesus menino e pra os senhores é tudo de graça. Vão com Deus.

REI II: Fiquem na paz!

MATEUS: Não Birico! Porque tu não pediu um ourinho daquele? O menino Jesus que pra que aquele ouro todo?

BIRICO: Deixe de falar besteira Mateus, e se ajoelhe diante da estrela Dalva.

MATEUS: A estrela! Quer dizer que...eis foram pra lá.Ela está parada Birico! Quer dizer que...

BIRICO: Isso mesmo. Eles estão chegando de barco pelo rio jundiaí: José e Maria. Vamos aplaudir, Mateuzinho!

MATEUS: Que maravilha! Vamos bater mais palmas meu povo! 

                  - Entra José e Maria (grávida). José desnbarca Maria.

JOSÉ: Maria, você não pode mais viajar dessa maneira.

MARIA: Estou muito cansada José. 

JOSÉ: Fique aqui, em terra firme, descansando que irei buscar ajuda pra você e para o abençoado filho que virã com saúde e felicidade.

MARIA: Com a missão de salvar o mundo.

JOSÉ: Não quero deixar você sozinha, mas se preciso conseguir ajuda.
MARIA: Vá rápido José e não demore. Ele está chegando. Glória seja o nosso Pai todo poderoso...

JOSÉ: E estamos aqui Senhor para vos servir.
MARIA: Vá José e não demore. Não se preocupe que estou nas mãos do maior médico do mundo; Deus.

JOSÉ: De joelhos estou te pedindo Senhor; tomas conta da Virgem Maria, da mãe do Salvador!
MARIA: José!

JOSÉ: estou indo!

MATEUS: E agora Birico? Vamos ajudar a ela!
BIRICO: Fica queto Mateuzinho e para de ser metido!

                - As contrações em Maria ficam muito mais forte. Surge os anjos vindos do céu e ajudam a Maria com o nascimento de Jesus. Maria apresenta o menino Jesus ao povo. Acompanhada pelos anjos sai Maria e o Menino Jesus.


MATEUS: Birico?

BIRICO: O que é Mateuzinho?

MATEUS: To tão emocionado que as beiras dos meus olhos tão toda molhada.

BIRICO: Que belezura é o nascimento do menino Jesus.

MATEUS: Pena faz é saber que ele morre numa cruz. Viche Maria!  Olha quem vem lá, Birico! E pela cara deles, boa coisa não deve ser. Vou é me mandar daqui enquanto é tempo.

BIRICO: Os três reis magos. Agora não é problema, o menino Jesus  já nasceu.

OS REIS: Senhores! Por favor...

BIRICO E MATEUS: Pra lá!

MATEUS: Sigam a estrela!
OS REIS: A estrela! Muito obrigado!

MATEUS: E eles ainda agradecem né Birico? 

BIRICO: Vão com Deus!
MATEUS: E com o ourinho. Birico do céu, tu não tás esquecendo alguma coisa, não?

BIRICO: Acho que não. Deveria?

MATEUS: As crianças, homem de Deus!

                 - Entram as crianças.

MENINA I: Vamos parar um pouco para descansar meus irmãos.

MENINA II: Vamos. Eu não aguento mais. os meus pés estão doloridos.

MENINO: Será que a praga daquelas ciganas pegou mesmo? 

MENINA I: As ciganas argorentas de novo. 

MENINA II: Fala do mal prepara o pau.

MENINO: O que será que elas ainda querem com a gente. Será que ainda não estão satisfeitas?

CIGANA I: Estamos aqui para completar o bordado...

CIGANA II: O que iniciado foi.

CIGANA III: Hoje as crianças...

CIGANAS: Irão enfrentar o seu pior freguês!

MENINA I: Teremos um freguês?
CIGANA I: Esse é o nosso último ponto.
CIGANA II: Do bordado do livro sagrado

CIGANA III: Vamos caminhar para a nossa proxima missão.

CIGANAS: Que toquem os tambores da próxima anunciação!

                  - Entram os demônios com o capeta.

MENINO: Que tipo de gente é essa que estão se aproximando de nós?

MENINA I: É um povo muito estranho, mas nós não iremos nos amedrontar.

MENINA II: Vamos ficar unidos e se for inimigo, juntos iremos enfrentar!

CAPETA: Capetas! Cantem a música da destruição! Dancem na desgraça dessas crianças! Vamos fazer  como fez Herodes; Na ponta da lança vamos espetar! Destruir! Acabar! Aniquilar! Destruição!!!

MENINO: Irmã! Você que é tão devota da mãe de Jesus, da Virgem Maria,                     Nossa Senhora da Conceição, pessa por sua intercessão!

CAPETA: Devoto de quem! Aqui é terra do mal! Terra de ninguém! Aqui quem manda sou eu! Capetas! Toquem! Cantem! Destruição!!!!!!!

MENINA I: Por favor minha gente, todos juntos conosco, vamos rezar a                    oração da Virgem Maria para reforçar a vossa intercessão.
                   
                   - Todos rezam “Avé Maria”.

MENINA II: Valei-me Nossa Senhora da Conceição!
                   
                    - Nossa Senhora da Conceição aparece sobre o tablado, adornada de anjos. O tablado vem até a boca de cena, ao som do hino da padroeira.  Expulsa os capetas e os anjos entram com cestas de comida para as crianças. (fogos!!!!!!!!!!!!!!!)

                      - O bailado acontecerá de acordo com a direção. 


Juscio Marcelino
Macaíba 10/11/2010

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

COMENTANDO O AUTO "NATAL COM MARIA" 2010

MACAÍBA/RN, CIDADE QUE FAZ PARTE DA GRANDE NATAL REALIZA PELA PRIMEIRA VEZ UM AUTO DEDICADO A SUA PADROEIRA; NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

JUSCIO, CHARLES E LUCIVALDO, RESPONSÁVEIS PELO NÚCLEO CÊNICO DO ESPETÁCULO

"Escrever sobre a Virgem, sobre a Mãe do Salvador para mim foi muito complicado, pois me deparei com um vasto mundo de informações que enautecia em registro todas as Nossas Senhoras que existem pelo mundo a fora e que tem o fio condutor; a Nossa Senhora da Conceição, a sua saga, entrega, amor e fé. Fé é a palavra que liga todos os devotos com todas as Santas, com todas as Marias e foi esse fio condutor que me fez navegar pelas linhas da emoção. Crianças que pedem, que enfrentam os monstros da sociedade e que tem na fé, na esperança e no amor de Deus a certeza de um dia melhor recheou essa apresentação, pontiado com os dois palhaços populares; Birico e Mateus onde narram toda a história. Escrevi a'lma dos justos e injustiçados e a certeza do meu amor e devoção pela mãe do Salvador"
Juscio Marcelino 


sábado, 4 de dezembro de 2010

JOÃO MARCELINO - O MACAIBENSE DO TEATRO POTIGUAR


JOÃO MARCELINO, nasceu a l5 de julho de 1959, em Macaíba – Rio Grande do Norte. É filho de D. Maria Isaura Alves do Nascimento e de José Marcelino de Oliveira.  Estudou na Escola Internacional de Antropologia Teatral– ISTA, com o mestre italiano  Eugênio Barba. Estudou desenho, pintura e aquarela, com o professor Alcides Sales na Oficina de Gravura Rossine Perez. Estudou canto lírico, técnica vocal e musicalização com a soprano brasileira Atenilde Cunha e com o tenor italiano Nino Crimi, na Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Estudou maquiagem artística na Maison Payot de São Paulo e estudou dança clássica com o màitre Roosevelt Pimenta no Ballet Municipal de Natal. Como Diretor, Figurinista, Cenógrafo, Maquiador e Ator,  participou de 90 espetáculos de teatro dentre os quais dirigiu 40, recebendo 25 prêmios nacionais e 01 internacional. Começou no teatro em 1980 e atua como Diretor, Figurinista e Cenógrafo. Hoje, é o Diretor do Centro Experimental de Formação e Pesquisa Teatral da Fundação José Augusto e atua no teatro Brasileiro.


 Esse é um dos macaibenses que muito orgulha a nossa cidade. Contribuindo efetivamente com o desenvolvimento do movimento artístico de nosso município, ele está emprestando do seu acervo, figurinos de sua autoria para a realização do NATAL COM MARIA que será realizado de 20 a 22 de dezembro de 2010 no pátio da Prefeitura de Macaíba. Só temos que agradecer a sua contribuição e carinho por todos nós.


terça-feira, 23 de novembro de 2010

UM OLHAR PARA A HISTÓRIA TRAÇADA

Cultura é a soma dos produtos, bens, valores, descobertas, invenções e demais fatores materiais ou imateriais, corpóreos ou incorpóreos, concretos ou abstratos que atuam sobre uma sociedade e influenciam a vida do povo; chega a ser para o individuo um poder gerador e transformador. Quanto maior sua penetração, mais prováveis as sucessivas mudanças da atmosfera social. Juscio Marcelino de Oliveira é um desses indivíduos geradores e transformadores desse poder cultural.
Macaibense, batizado com as águas antigas e limpas do Jundiaí, bebedor da fonte da raiz, Juscio Marcelino é artista plástico, teatrólogo, professor de arte, diretor teatral e escritor. Nascido de Maria Isaura Alves do Nascimento, artista reconhecida por toda a Macaíba, organista da matriz local e professora emérita. Ele teve como mentora da sua arte teatral Isabel Freire da Cruz – Madrinha Beleza.
Juscio caminha com habilidade por entre as letras, o palco e a pintura. Artista múltiplo. É um lutador por seus ideais e mesmo diante das adversidades do meio provinciano segue teimosamente acalentando seu sonho e estimulando o surgimento de novos valores para sua terra.
O escritor teatral estreou com a peça O Céu dos Macaibenses, texto leve e bem humorado, onde o autor destaca oito personagens da história social e folclórica de Macaíba, apresentando o lado humano, simples, sem arestas e desprendido dos conceitos históricos formulados, muitas vezes atrelados de uma sisudez que distância o histórico do humano. Provocar é o verbo adequado para o objetivo desse texto teatral. É uma peça que pode, sem favor, figurar na galeria das melhores obras teatrais de nossa terra.
Pioneiramente ousado, Juscio destaca-se igualmente pela renovação do teatro direcionando atenção para as crianças – com a criação do FESTIM – Festival de Teatro Infantil de Macaíba. Fundou com outros companheiros de sonhos a Cia. Teatral “O Ronco do Boitatá” e foi diretor da FUMAC – Fundação Macaibense de Cultura, atualmente extinta. Juscio é o fundador da cadeira nº 12, da Academia Macaibense de Letras, cujo patrono é o ator Hiram Pereira de Lima.
Por todos esses títulos, Juscio é o dínamo incessante; o animador tenaz; o homem de teatro dominado pela mística, pela flama que o tomou todo inteiro. À sua obra tem dado um esforço sobre-humano, fabuloso. Porque dessa batalha é que vive, deslumbrado. E a ela dará, estou certo, o último alento, a última esperança, o último gesto, o último pensamento.

Anderson Tavares 

Anderson me fez chorar com o olho da gratidão, do carinho e do afeto. Me fez chorar pelo retrato que estampado foi como uma radiografia em preto e branco, mas com luz fugaz e cor, que o meu olhar marejante respingava lembranças, memórias, vida.
Obrigado meu amigo por você existir e está fazendo tanto pelo nosso povo, por nossa história.